Depois do hāngī
O passeio dos pirilampos: o que vê realmente, e quão escuro fica
Um percurso guiado à luz de tochas através da mata nativa até um habitat real de pirilampos à beira de um riacho — o que esperar e porque os seus olhos precisam de um minuto para se adaptarem.
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| Detalhe | |
|---|---|
| O que é | Um passeio guiado pela mata nativa até aos glow-worms, num habitat natural de margem de ribeiro. |
| Espécies | Arachnocampa luminosa, o pirilampo-das-cavernas nativo das grutas e florestas da Nova Zelândia |
| Luz | Tochas acesas ao longo do caminho; os pirilampos precisam de escuridão genuína para serem visíveis |
| Também no caminho | A nascente sagrada, Te Puna Tapu o Tuhoe, e o pā fortificado reconstruído |
Porque é que a caminhada fica para o fim
Os pirilampos só são visíveis na escuridão total, por isso esta parte da noite tem de acontecer depois do espetáculo e do jantar, quando a noite já caiu por completo lá fora — não é uma questão de conveniência logística, é um requisito absoluto do que vai ver. É também uma mudança natural de ritmo: de uma hora de espetáculo e buffet em ambiente fechado, ruidoso e intensamente iluminado, para uma caminhada tranquila com tocha e guia, e a maioria dos hóspedes sente tanto a mudança de ambiente como a mudança de luz.
O que são realmente os pirilampos
Os pirilampos da Nova Zelândia — Arachnocampa luminosa — não são insetos luminosos comuns; são as larvas de um mosquito fungo, e a luz azul-esverdeada resulta de uma reação química no interior do seu corpo, usada para atrair insetos voadores para os fios de seda pegajosos que pendem do teto do local onde vivem. É a mesma espécie encontrada nas grutas de pirilampos mais conhecidas da Nova Zelândia, mas aqui vista num cenário autêntico de mata ribeirinha, nos terrenos da Mitai, em vez de subterrânea ou numa gruta artificial de exposição.
Quão escuro é, realmente
Totalmente escuro — mais escuro do que a maioria dos visitantes espera ao sair de uma sala de jantar iluminada. Tal como noutros locais de observação de pirilampos na Nova Zelândia, as tochas são normalmente apagadas e desaconselha-se o uso de ecrãs de telemóvel e flashes de câmara quando o grupo chega ao ponto de observação, porque mesmo uma pequena quantidade de luz dispersa é suficiente para apagar por completo o brilho. É preciso ficar um ou dois minutos parado e em silêncio para que os olhos se adaptem devidamente antes de as luzes se tornarem visíveis, por isso a paciência importa mais do que a posição.
O resto do caminho
O percurso até aos pirilampos não é a única atração do caminho — passa também pela fonte sagrada Te Puna Tapu o Tuhoe, conhecida em alguns relatos como Te Wai Whakarukuhanga a Atua, e por um pā fortificado reconstruído, ambos integrados na visita guiada ao longo do percurso, e não simplesmente ultrapassados na escuridão. Vale a pena encarar esta experiência como uma caminhada contínua com várias paragens, e não como um destino único para onde o conduzem — a fonte e o pā fazem tanto parte da história como os próprios pirilampos.
O que levar
Para além do calçado confortável que já vai querer calçar para a noite, deixe o telemóvel no bolso assim que entrar na secção escura do percurso — o brilho só funciona na escuridão total, e um ecrã que se acende nas proximidades estraga a experiência para todo o grupo, não apenas para si. Uma camisola leve também vale a pena levar, pois a temperatura exterior depois do anoitecer é visivelmente diferente do calor do wharenui que acabou de deixar.
Definindo expectativas
Não se trata de uma exibição densa e deslumbrante como a de algumas grutas de pirilampos construídas para o efeito — é uma população natural ao longo de um ribeiro, no meio do mato, pelo que a densidade e o brilho variam um pouco consoante a estação e a noite. Vá com a expectativa de um final de noite tranquilo e atmosférico, em vez de um espetáculo garantido, e o passeio tende a agradar mais do que se estiver à espera de algo mais dramático do que um habitat selvagem genuíno realmente oferece.
Porque esta paragem, e não antes um passeio pelas grutas?
Alguns visitantes comparam esta experiência com uma visita dedicada às grutas de glow-worms noutras zonas da Ilha do Norte e questionam-se se será redundante. São experiências diferentes, e não versões concorrentes da mesma coisa: um passeio pelas grutas é construído inteiramente à volta dos glow-worms como destino principal, enquanto a caminhada da Mitai é apenas uma etapa de uma noite mais longa que inclui também a waka, a atuação e o hāngī — uma dose mais pequena do mesmo fenómeno natural, integrada numa noite que vai muito além dos worms.